eSports: vício ou profissão do futuro?


Você conhece alguém que fica mais de 5 horas na frente da tela do computador jogando sem parar? E já se perguntou: “Seria ele(a) viciado? Por que não faz disso uma profissão?”

O mercado de eSports vem crescendo significativamente nos últimos anos. Em outubro do ano passado, São Paulo recebeu a maior feira de games da América Latina. Passaram pela Brasil Game Show (BGS) aproximadamente 330 mil pessoas interessadas em conhecer as mais novas tendências do mercado de games e fazer o que elas mais gostam: jogar.

O que antes era “brincadeira de criança” se torna a cada dia mais “brincadeira de adulto”. Os investimentos no setor também são consideráveis. Segundo dados divulgados pela Newzoo, só o Brasil tem 11,4 milhões de espectadores de eSports, sendo o terceiro maior mercado de esportes eletrônicos do mundo (perdemos apenas para USA e China). A própria Newzoo projeta que até 2020 o mercado tenha um faturamento de cerca US$ 1.5 bilhões.

Com tanto dinheiro envolvido, começamos a entender porque a League of Legends (LoL), um dos jogos mais famosos de 2016, foi capaz de encher o Madison Square Garden. Além do público presente, contou com mais de 14.7 milhões de pessoas conectadas online assistindo a final do campeonato mundial. Se esses números chamaram sua atenção, em 2017 essa mesma final aconteceu na principal arena dos Jogos Olímpicos em Pequim. O estádio virou a casa mundial do esporte eletrônico por um dia. Não foi divulgada a informação do público presente, mas conforme foto abaixo podemos perceber a paixão dos fãs pelo eSport.

Em relação à compensação financeira dos players, a indústria também movimenta grandes valores através de patrocínios e premiações. O jogador com a maior conquista financeira em premiação é o americano Saahil “UNiVeRsE” com mais de US$2.9 milhões. Já o Sul-Coreano Lee “Faker”Sang-hyeok embolsa anualmente US$ 2.5 milhões apenas com o contrato de jogo na SK Telecom. Aqui no Brasil, o player mais bem pago é o FalleN (Gabriel Toledo) com uma premiação de US$ 600 mil jogando Counter Strike Go.

Os principais games onlines que movem multidões ao redor do mundo são Dota 2, LoL, CS Go e Rainbow Six Siege. Recentemente, um jogo que vem chamando a atenção dos fãs de eSports: “PlayerUnknow’s Battlegrounds”. O PUBG foi lançado em Windows em março de 2017, vendendo mais de 18 milhões de cópias nos primeiros oito meses, e atingindo um pico de mais de 2 milhões de jogadores simultâneos no final de 2017. Esse é o jogo mais jogado da plataforma até o momento. Não podemos nos esquecer que o jogo ainda esta na versão beta.

Diante de números tão expressivos, o eSports é um esporte que não para de crescer e traz bastante oportunidade profissional para quem gosta. Grandes empresas e até mesmo clubes de futebol mundiais (PSG, Manchester City, Sporting, Valencia, entre outros) estão entrando no setor.

Porém, nem só de diversão o mercado vive. Todos estes jogos tiveram uma equipe de desenvolvimento por trás, programadores apaixonados por games que se dedicaram para tornar esse sonho uma realidade. Se você gosta de games e tem vontade de aprender como criar o seu próprio jogo, venha conhecer a Let’s Code!