Spotify – Descobertas da Semana: como inteligência artificial encontra sua nova música

Com mais de 60 milhões de assinantes no mundo e um repositório com cerca de 30 milhões de músicas, você deve se perguntar como o Spotify consegue te recomendar (e muitas vezes acertar) 30 músicas toda segunda-feira?!

Alguns podem acreditar que eles realizam uma curadoria manual com base em cada perfil de usuário e gênero musical, mas na verdade são algoritmos de inteligência artificial que fazem a seleção para você. Isso mesmo, eles usam programação para encontrar sua próxima música!

A seleção do Spotify utiliza 3 métodos básicos: modelo de filtro colaborativo, processamento de linguagem natural e análise do áudio bruto. Vamos analisá-los no detalhe a seguir.

  • Modelo de Filtro Colaborativo: esse método utiliza os dados de usuários como músicas salvas, adicionadas a playlists, contagens de reprodução, etc. Vamos supor que José gosta muito das músicas A, B e C. Enquanto Maria gosta de B, C e D. Portanto, José muito provavelmente irá gostar de D e Maria de A! Parece simples, né? Mas como uma base de dados tão grande, os desenvolvedores do Spotify utilizam bibliotecas matemáticas de Python para analisar essa matriz gigantesca.

 

Após rodar esse algoritmo, são gerados vetores para cada usuário e cada música, comparando-os entre os diversos ouvintes.

  • Processamento de Linguagem Natural (NLP): os algoritmos buscam constantemente na internet informações em blogs, metadados, artigos, reviews e textos gerais sobre cada música de sua base – quais adjetivos são usados e quais outros artistas também são citados com determinada música/adjetivo. Cada artista é então classificado diariamente com seus principais termos. Com isso, eles conseguem correlacionar duas músicas de acordo com seus termos mais utilizados.
  •  Análise do áudio bruto: os dois primeiros métodos funcionam muito bem para músicas que já são amplamente conhecidas pelo público. O que acontece com uma música recém-lançada? O último método é ideal nesse caso. Esse algoritmo é similar ao processo de reconhecimento de face: ele particiona a música em diversos pequenos trechos de áudio, da mesma maneira que o reconhecimento de face divide a imagem em pequenos pixels. Em seguida, uma rede neural processa esses dados e define diversas características como: seu tempo, notas e harmônicos, etc. Isso gera uma nova ferramenta de comparação de quaisquer músicas do repertório.

Voilà! Com auxílio da programação o Spotify consegue recomendar músicas automaticamente para você! Quer entender mais sobre inteligência artificial e aprendizado de máquina? Conheça nosso curso de Python.