Blockchain nas Olimpíadas do Japão

O MIT Technology Review publicou ontem um artigo sobre o uso do blockchain em larga escala nas Olimpíadas de Tóquio. O país, diferentemente da maioria dos países desenvolvidos, ainda possui uma grande parcela de pagamentos em papel moeda. São cerca de 200,000 caixas eletrônicos em todo o país e o custo para o governo é de cerca de 18 bilhões de dólares por ano de acordo com a BCG. O Primeiro Ministro Shinzo Abe busca alcançar 40% das transações sem papel moeda até 2025 (atualmente elas são somente 18% das transações).

Em 2020, o país sediará as Olimpíadas e aguardam centenas de milhares de turistas para movimentar bilhões de dólares. A limitação de meios de pagamentos pode gerar perdas para a economia. A tecnologia veio, mais uma vez, para solucionar esse problema. Mitsubishi UFJ Financial Group, maior banco no Japão e quinto maior no mundo em ativos sob gestão, fez uma parceria com a empresa americana Akamai para produzir um meio de pagamento baseado no blockchain. Testes iniciais indicaram uma capacidade de processar 1 milhão de transações por segundo, relevantemente acima de adquirentes como a Visa (~20.000 t/s) e Bitcoin (7 t/s). O sistema foi desenhado para aceitar diversos tipos de pagamento, como pedágios, compras em apps, etc.

O universo de criptomoedas sempre esteve bem ativo no país. Mizuho Holdings planeja lançar seu próprio cripto-token para pagamentos em varejo até Março-19. SBI Holdings também prepara o “S-Coin” para o mesmo fim. O ambiente regulatório no Japão é provavelmente o mais favorável no mundo. Em Abril de 2017, o país passou uma lei que reconhece bitcoin como meio de pagamento e estabelecendo diversas regras para controle de lavagem de dinheiro.