I.A. no Mercado de Arte – É possível?

A Era da Informação é marcada pelo avanço exponencial da tecnologia. Nos surpreendemos cada vez mais com revoluções e inovações que abrem portas para novos negócios. Como exemplo temos a Apple, que há onze anos atrás, lançou um device que revolucionou a forma em que nos comunicamos. Mais recentemente, a Uber inovou no quesito de mobilidade urbana.

Entretanto, hoje, mais importante do que o desenvolvimento de aplicativos, software e afins, é o uso racional e correto da inteligência artificial. Ela é capaz de mudar as facetas do mundo atual, assim como já apresentamos em alguns temas aqui do blog. É inevitável aceitarmos essa onda de novas tecnologia, que vem sendo cada vez mais explorada em todas as áreas de trabalho, e que em algumas delas, nunca foram imaginadas.

Chegou a vez das artes plásticas experimentar um pouco do mundo tech: três amigos (Pierre Fautrel, Hugo Caselles-Dupré e Gauthier Vernier) se juntaram para criarem algo transformador logo após a descoberta do Generative Adversarial Networks ou GANs. O projeto resultou em um retrato nada habitual e recebeu o nome de: “Portrait Of Edmond Belamy”.

Para chegar ao retrato em questão, Pierre Fautrel relata que essa rede de algoritmos analisou mais de 15 mil retratos artísticos, produzidos entre o século XIV e XX. Através das imagens, o algoritmo aprende a reconhecer um retrato e distinguir olhos, nariz e boca e etc. “Ele (o algoritmo) aplica essa verdade e cria um novo exemplar com a ajuda do artista no processo de criação” diz Fautrel. Ou seja, após a análise e o cruzamento de todas as informações, o sistema aplica as variáveis e cria o esboço de uma nova imagem, a qual passa por um processo de finalização na mão do artista.

Agora vamos entender, como o algoritmo é composto. Ele é dividido em duas partes: a primeira é quem gera a imagem artificial e a outra fica responsável por diferenciar o retrato feito por humanos da imagem criada pelo gerador artificial. Pierre deixa claro que o resultado matemático obtido na realização do retrato faz parte do processo, mas a conclusão final não pode ser atribuída única e exclusivamente a ele. O francês ainda afirma que o objetivo maior deste projeto é democratizar o uso de arte criada com ajuda da inteligência artificial, no futuro.

O retrato será leiloado na tradicional casa de leilões Christie’s, em Londres – Reino Unido, que será realizado entre os dias 23 e 25 de outubro. A estimativa de preço para essa obra em específico é, em torno de, € 10 mil. Esse evento será o termômetro perfeito para sabermos se teremos uma aceitação da inteligência artificial no tão renomado mercado de arte.