Onde você irá trabalhar no futuro?

O World Economic Forum publicou um artigo no final do ano passado sobre quatro previsões para o mercado de trabalho. O material foi produzido por Stephane Kasriel, CEO do site Upwork, uma plataforma global para trabalhos de freelancer. Ele também faz parte do Conselho sobre “Futuro do Trabalho, Gênero e Educação” do WEF. Neste post, iremos sintetizar as principais mensagens do texto.

As 4 principais previsões de Stephane são:

1. I.A. e automatização irão criar mais empregos e não desemprego em massa, desde que guiemos inovação de maneira responsável. Stephane comenta sobre o medo atual da sociedade com os avanços da tecnologia artificial. Porém, ele acredita, assim como nós, que essas mudanças serão positivas para a sociedade e gerarão uma produtividade maior na economia. Ele cita um artigo da WEF sobre trabalhos que estarão com grande demanda nos próximos 30 anos. Nós também escrevemos um blog sobre essa mudança no mercado de trabalho, você pode acessar nesse link. Para concluir, ele afirma que não teremos um déficit de empregos, mas sim de competências/capacidades para preencher essas vagas. Concordamos plenamente com essa afirmação e acreditamos que a linguagem da máquina é um item fundamental nessa preparação para o futuro.

2. Cidades irão competir pelos talentos no mercado de trabalho. Ele cita que o trabalho remoto se tornará norma e as companhias irão atrás de onde os talentos realmente estão. Esses trabalhadores terão uma liberdade muito maior de escolha do local que querem trabalhar e decidirão seu CEP pela “vibe” da cidade, somado a opções de moradia atrativas. O CEO exemplifica com o caso de San Jose, California.

3. Em 2027, a maioria dos empregos nos EUA serão freelancers. No final do ano passado, cerca de 57,3 milhões de trabalhadores nos Estados Unidos são freelancers, contra 102,7 milhões de empregos formais. Segundo estimativas de sua empresa, esse número irá se equiparar e superar em 2027, por volta de 85 milhões de empregos para cada lado. Obviamente uma das principais razões para essa estimativa de Stephane é o avanço tecnológico em comunicações que tornaram o ambiente de trabalho muito mais fluído e derrubaram a necessidade de contato físico diário para troca de informações. No Brasil, estima-se que cerca de 400 mil pessoas trabalham como freelancer.

4. Educação se tornará mais flexível. Ele é veemente ao citar que nosso sistema educacional está errado e não está preparando corretamente essa nova geração para o mercado de trabalho e problemas do mundo real. Segundo Stephane, não faz mais sentido estudar as matérias de maneira isolada (aulas de matemática, ciências e artes). Ele advoga por escolas com ensino baseado em projetos, muitas oferecidas por experts em tecnologia, e cita o exemplo da Holberton, fundada por ex-executivos do Google. Na Let’s Code, nós também utilizamos uma metodologia baseada em projetos e buscamos fazer nosso conteúdo o mais interdisciplinar possível. Programação é meio e não fim. Nossos projetos conversam com matérias como português, geografia e física no público teens. Para adultos, trazemos exemplos do ambiente de trabalho, exploramos casos de B.I. e outros projetos que tangibilizem casos práticos.