Tendências da Programação em 2018


Iremos apresentar neste post as novidades no mundo da programação e quais são as principais tendências no mercado de trabalho em 2018.

O principal “buzzword” em programação atualmente é inteligência artificial e a maioria dos tópicos abordados hoje serão relacionadas a ela. Estamos entrando numa era de automatização do pensamento e avanços relevantes ocorreram nos últimos anos. Por onde começamos? Análise de dados.

Uma procura recorrente em nossa escola são profissionais na área de ciências de dados. Tanto empresas como trabalhadores de diversos setores (Medicina e Marketing por exemplo) buscam melhor entender como buscar, tratar e analisar dados de uma maneira eficiente. “Data is the new gold” e recomendamos duas linguagens para minerá-lo: Python e R. Por quê? A quantidade de bibliotecas de código em ambas as linguagens é muito relevante. Pandas, Matplotlib e Numpy são os principais exemplos de bibliotecas que possuem presença dominante na comunidade open-source. Temos preferência por Python pela linguagem ser mais versátil e ter um número maior de aplicações vis-à-vis R. De acordo com uma pesquisa de popularidade do Github realizada em Maio-18, Python passou pela primeira vez Java em market share, com 22,8% vs. 22,5%.

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Desde 2001, o MIT publica anualmente os “10 Breakthrough Technologies” e este ano dois deles estão diretamente correlacionados com programação: “Inteligência Artificial para todos” e “Redes Neurais duelantes”.

O artigo indica que mecanismos complexos de inteligência artificial estavam antes restritos a pequena nata de gigantes tecnológicos como Amazon, Google e Microsoft. A grande mudança em 2018 seriam sistemas de I.A. baseados na nuvem, tornando a tecnologia mais barata e acessível a todos. Essa demanda fez com que Amazon e Google, além de disponibilizarem linhas de código, oferecessem serviços de consultoria na área. Pesquisadores e engenheiros do Google Brain lançaram a TensorFlow, biblioteca open source em Python com algoritmos de aprendizado de máquina. Microsoft e Amazon se associaram e lançaram no final do ano passado a Gluon, outra biblioteca de código aberto para deep learning e redes neurais.

Por falar em redes neurais, a segunda aposta do MIT está em um novo avanço na área com a atuação de empresas como DeepMind e Google Brains (para quem não conhece a DeepMind, assista AlphaGo no Netflix). A novidade seria a capacidade de “imaginação” por uma máquina de I.A. para criar objetos e tentar enganar outra I.A. (por isso o nome duelantes). Como funciona? A maioria dos sistemas de inteligência artificial que conhecemos hoje são muito bons para identificar coisas: imagens, sons e padrões linguísticos. No entanto, cientistas dividiram esses dois sistemas de inteligência artificial entre “criador” e “discriminador”. O primeiro é responsável por criar variações de uma imagem (por exemplo um pedestre com três braços) e o segundo é responsável por apontar se aquela imagem é falsa ou verdadeira. Com o tempo, a rede neural ficou tão boa que foi capaz de enganar até humanos! Esse seria um dos primeiros passos para a criação de “imaginação” em uma máquina.

Com relação a linguagens e frameworks, vale destacar a ascensão o React Native. Esse framework em JavaScript permite o desenvolvimento híbrido de aplicativos em Android e Swift (iOS), possibilitando o uso de recursos nativos e aposentando os web apps. Tivemos também o lançamento do Java 10, após apenas 6 meses do lançamento do Java 9, com algumas melhorias relevantes na linguagem.

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